| Uma visão Fisiológica do Futsal |
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| Escrito por Joao Paulo |
| Segunda, 07 Dezembro 2009 14:23 |
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UMA VISÃO FISIOLÓGICA DO FUTSAL Por PC Nascimento, técnico do time de futsal feminino da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Brasil. A modalidade de futsal tem evidenciado um claro crescimento e desenvolvimento a nível mundial a partir da década de 90 (AMARAL; GARGANTA, 2003), sendo integrado a Federation International Football Association (FIFA) desde então. Atualmente o Comitê Olímpico Internacional (COB) analisa a possibilidade de tornar essa modalidade um esporte olímpico. A identificação dos índices fisiológicos que podem ser utilizados para predição na performance tem, pelo menos, duas importantes aplicações dentro da área do treinamento esportivo. A seleção de indivíduos com características específicas, que potencialmente poderão apresentar maior rendimento em determinados esportes, e o planejamento do treinamento físico executado de acordo com as demandas da modalidade, particularmente de acordo com seus aspectos metabólicos (DENADAI; ORTIZ; MELLO, 2004). Por ser um esporte caracterizado pela combinação de ações de grandes intensidades, intercalados com períodos de recuperação variáveis durante o tempo total da partida (40 minutos cronometrados), o futsal sob o ponto de vista fisiológico, é uma modalidade equilibrada e depende tanto de variáveis relacionadas ao metabolismo aeróbio quanto anaeróbio (ÁLVAREZ; ANDRÍN, 2005). De acordo com Bangsbo et al. (1991) em virtude de uma variedade de fatores que podem influenciar na intensidade do trabalho imposta ao atleta, grandes diferenças individuais na produção de energia aeróbia e anaeróbia podem ser observadas durante os treinamentos e os jogos. Para Medina et al. (2002), pode se ter uma visão geral das vias metabólicas provavelmente exigidas durante uma partida. Nos esforços de máxima intensidade e curta duração (sprints,1x1, saídas de pressão, etc.) utiliza-se o ATP-PC através da via anaeróbia alática e dos fosfagênios. Nas seqüências de ações como transições ataque-defesa, contra-ataques sucessivos, etc., utiliza-se o glicogênio através da via anaeróbia lática, glicolíse anaeróbia. Por fim, ao transcorrer da partida, utiliza-se o glicogênio e os lipídios através da via aeróbia ou oxidativa. REFERÊNCIASAMARAL, R.; GARGANTA, J. A modelação do jogo em Futsal. Análise seqüencial do 1x1 no processo ofensivo. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto. V.3: p.298–310, 2003.DENADAI, B. S.; ORTIZ, M. J.; MELLO, M. T. Indíces fisiológicos associados com performance aeróbia em corredores de endurance: efeitos da duração da prova. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.10, n.5, p. 401-404, 2004. ÁLVAREZ, J. C. B.; ANDRÍN, G. Desarrollo y aplicación de um nuevo test de campo para resistência específica em jugadores de fútbol sala: TREIF (teste de resistência específica intermitente para futsal). Efdeportes.com / Revista Digital, n. 89, p.1-6, outubro, 2005. Disponível em http://www.efdeportes.com. Acesso em: 01/11/2005. BANGSBO J, NORREGAARD L, THORSO F. Activity profile of competition soccer. Canadian Journal Sport Science, n.16:110–116, 1991. MEDINA, J. V.; SALILLAS, L. G.; VIRÓN, P. C.; MARQUETA, P. M. Necesidades cardiovasculares y metabólicas Del fútbol sala: análisis de La competición. Apunts Educación Física y Deportes. V.67: p.45-51, 2002. |






















